quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Lançado pelo "Clube de Autores" o livro "Insurgência Poética"


Marcos Cesar Dutra nasceu em São Sebastião do Paraíso- MG, no dia 22 de outubro de 1966.
Ainda criança mudou-se para a cidade de Morro Agudo-SP, onde estudou casou-se e vive com a esposa Rosa, seu filho Daniel e seu enteado Junior. Seus poemas já foram publicados em varias Antologias poéticas sendo reeditados entre os melhores do ano em um site literário. Atualmente trabalha em uma empresa de Bioenergia na cidade de MORRO AGUDO/SP.Também esta cursando Letras na UNISEB Ribeirão Preto.
Dedico este meu primeiro livro a todas as pessoas que me incentivaram nesta caminhada poética onde tento mostrar através da arte os mais diversos sentimentos da alma humana que as vezes não conseguimos expressar em nosso dia a dia, mas que são mostrados através dos versos contidos neste trabalho.
Adquira o livroatravés do link http://clubedeautores.com.br/book/119131--Insurgencia_Poetica
http://www.agbook.com.br/book/119309--Insurgencia_Poetica
O Poema "Filho da Terra após ser publicado pela "CBJE"(Sede no Rio de Janeiro) foi escolhido entre os melhores do ano em 2011, sendo incluso no livro "Panorama Literário 2011" confira no link
http://www.camarabrasileira.com/apol80-066.htm





Gente

No mundo da gente só se vê gente.
Gente inocente, gente que mente.
Gente olhando pra gente!
Gente pra toda gente!

Gente doente lutando pra continuar sendo gente.
Gente matando gente.
Pensando que pode ser gente!
Gente roubando aquilo que é da gente.

Gente que se esquece de si, vivendo a vida da gente!
Gente correndo atrás de gente.
Gente procurando alguém que seja gente!
Gente tocando em gente.

Gente amando gente.
Gente amando gente que é da gente!
Gente que não se importa com a gente.
Gente deixando gente por gente!

Gente por todo lado!
Gente fazendo coisa de gente.
Gente nascendo...
Gente crescendo...

Gente amando...
Gente cantando...
Gente chorando...

Gente implorando...
Gente suplicando...
No meio de toda essa gente, só falta uma coisa!
Mais gente ensinando a ser GENTE!


Algumas participações de Marcos Cesar Dutra em "Antologias Poéticas".


Marcos Cesar Dutra





Filho da terra

Onde esta minha terra?
Da terra eu nasci na terra cresci e nada colhi!
Terra abençoada, terra lavrada.
Terra de Deus, terra roubada.

Terra assentada sobre a terra.
Terra da luta, terra da guerra.
Como um faminto que do pão suplica um pedaço.
Na terra da terra quero o meu laço!

Sou órfão que chora, sou órfão que espera.
O calor e o aconchego da minha mãe terra.
Mãe que abriga  mãe que alimenta.
Mãe querida que o filho sustenta!

Sou filho da terra jogado na terra!
Sou homem que planta na terra que gera!
Terra branca, terra que encanta!
Terra avermelhada, terra desejada!

Terra roxeada.
Terra trabalhada!
Terra de todos os cantos!
Terra, razão de meus prantos!


João Brasileiro

Como sofre o caboclo que carrega o aço!
Caminha nas cinzas, vivendo pelo braço!
Hoje preso em grilhões.
Aquele que outrora corria pelos sertões.

Despertando no crepúsculo matutino.
O caboclo feliz sente-se um menino!
Sabendo que mais um dia irá labutar.
Fugirá da penúria, pois a fome não quer encontrar!


Lembra-se de Maria no fogão de lenha em seu canto!
Agora o talhão é seu novo recanto.
As gotas de suor se misturam com orvalho.
O sangue escorrido nas mãos é o fruto do seu trabalho.

Caboclo da gana, caboclo da cana.
Caboclo forjado, caboclo suado!
Criando o mel.
Digere o fel!

Sangue, suor e saudade!
No espírito do caboclo não impera a maldade.
Sofre na vida, envelhece na lida!
Não é estrangeiro, seu nome é João,
João Brasileiro! 


   Guerreira        

Nem  Paulista, nem Mineira, mulher forte e decidida!
Em virtudes a primeira.
Conheceu o amor e o sofrimento,
Dedicando sua vida no primeiro sentimento.

No trajeto de seus dias cinco prêmios Deus mandou.
Um deles muito cedo, o Senhor logo levou.
Para os quatro que ficaram sua vida dedicou.
Mulher honrada e consagrada que o senhor imaculou.

Levou a vida cultivando a alegria.
Que meus olhos  viram a mais rica em simpatia.
Tendo sempre em sua face, um meigo sorriso aberto.
Todos ansiavam dela estar perto!

Um franguinho moreninho, à mesa com carinho.
O bifinho acebolado, também é colocado.
O almoço de domingo nos dava alegria.
Voltar  a esses tempos era tudo que eu queria!

De sua vida fazia parte.
O delicioso café da tarde.
A rosquinha e o pãozinho.
O leitinho com carinho.

Coisas pequenas que não esqueceremos.
Junto com as grandiosas, para sempre guardaremos.
Em um dia de outono um anjo  passou.
Para o Reino do Senhor, nossa Querida levou!

Nos portões do Paraíso, esperando com carinho!
Seu querido Luizinho!



  
Amigo Manuel

Como sofreu meu amigo Manuel!
Quando criança foi feliz, desabrochando a juventude o destino foi cruel!
Apesar do sofrimento, com magia descrevia cada momento.
Faltando-lhe o ar deixou sua terra atravessando o mar!

Meu amigo Manuel.
Manuel aprendeu, Manuel escreveu a guerra chegou e Manuel expulsou!
Manuel lutou o ar voltou e Manuel venceu.
Também sofreu, pois os que mais amava Manuel perdeu!

Carregando sua Bandeira não desistiu!
Outro igual ainda não existiu.
Perseguido pela morte no amor não teve sorte!
Chegando aos 82 Manuel parou e com os imortais descansou!

Mestre em sua Arte, como ninguém a vida descreveu!
Pena que meu amigo Manuel não me conheceu! 


Visionário

Na letra inspirada e arrancada da alma.
Cada signo o espírito acalma!
Na busca incessante do infinito pensar.
O louco visionário  de expressar!

A mácula escondida e por muitos temida!
Nas mãos do artista será exibida.
Insurgindo da lama!
Rasgando o véu seus versos declama!

Palavra adquirida na justa medida.
Porta voz do coração e da verdade escondida!
Versos escritos e recitados!
Segredos ocultos que são revelados

Exprimindo o inexprimível sentimento da alma humana!
Ora lúcida ora insana!
Tendo a caneta como esposa e o papel como amante!
O Poeta descreve o indescritível ser pensante!

Natal Tupiniquim

Não temos neve nem lareira.
Não usamos suéteres a beira da fogueira.
Não temos chaminé para o bom velhinho descer!
Mas o sentido deste dia, isto não vou esquecer!

 dois mil anos quando uma estrela no céu brilhou.
Descobriu-se que, para o mundo a esperança chegou!
De uma família humilde sem ter nenhum mimo.
Nascia naquele dia o nosso Deus Menino!

Contemplado por Reis e plebeus!
Até os animais adoraram o nosso Deus!
Junto com José e Maria.
Aquela Criança ninguém esqueceria!

Até hoje o mundo de falar não se cansa.
Junto com o Deus Menino nasceu a esperança!
Neste dia quero pensar que  não existe o mal.
Pois chegou o dia do amor, chegou o nosso Natal!

Quero um Natal sem lareira! Sem chaminé e fogueira!
Nem mesmo um suéter vou usar.
Pois neste Natal todos que tenho ao meu lado.
Com toda força de meu ser grandiosamente vou amar


Poema reeditado entre os melhores do ano de 2011

Filho da terra

Onde esta minha terra?
Da terra eu nasci na terra cresci e nada colhi!
Terra abençoada, terra lavrada.
Terra de Deus, terra roubada.

Terra assentada sobre a terra.
Terra da luta, terra da guerra.
Como um faminto que do pão suplica um pedaço.
Na terra da terra quero o meu laço!

Sou órfão que chora, sou órfão que espera.
O calor e o aconchego da minha mãe terra.
Mãe que abriga  mãe que alimenta.
Mãe querida que o filho sustenta!

Sou filho da terra jogado na terra!
Sou homem que planta na terra que gera!
Terra branca, terra que encanta!
Terra avermelhada, terra desejada!

Terra roxeada.
Terra trabalhada!
Terra de todos os cantos!
Terra, razão de meus prantos!


Marcos Cesar Dutra